Bancos cortam previsão de PIB para 2027 com juros altos e inflação

A XP Investimentos retirou os cortes da Selic do seu cenário e passou a projetar a taxa básica de juros em 13,75% ao ano até o fim de 2027. Os quatro principais bancos e corretoras do país cortaram suas estimativas de crescimento do PIB para 2027, com projeções entre 0,3% e 0,5%, citando juros elevados, pressões inflacionárias, desequilíbrio das contas do governo e choques de oferta nos preços de alimentos e combustíveis. Economistas apontam risco de recessão em 2027, embora as projeções ainda indiquem crescimento do PIB.

Quem cobriu

Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:

  • Esquerda: Brasil 247
  • Centro: Folha de S.Paulo
  • Centro-direita: Exame, Gazeta Brasil, InfoMoney, Money Times, O Globo

O que cada lado destacou

Esquerda

  • Abre a matéria atribuindo a revisão do PIB a 'aperto no crédito, perda de confiança do empresariado e condições financeiras mais severas'.
  • Destaca que a deterioração das expectativas de atividade vem acompanhada de 'revisão em alta nos índices inflacionários', citando IPCA de 5,5% em 2026 e 5,3% em 2027.
  • Reproduz a avaliação de Honorato de que 'o arcabouço fiscal precisa ser reforçado para ancorar as expectativas'.

Direita

  • O título enfatiza que a nova projeção é 'menos da metade da previsão anterior'.
  • Atribui as revisões a uma 'combinação de condições financeiras mais restritivas, menor confiança e desaceleração do crédito', em citação no subtítulo.
  • Usa legenda de foto sobre a Avenida Paulista afirmando que a 'economia desacelera nos próximos trimestres, prevê Bradesco'.

O ponto cego

  • Só a direita contou: Traz foto com legendas sobre passageiros na Avenida Paulista e desaceleração da economia.