Brasil aprova roteiro nacional para frear e reverter desmatamento até 2030
O governo aprovou, às vésperas da COP31, um roteiro nacional para interromper e reverter o desmatamento até 2030, reunindo quatro frentes de atuação, entre conservação, restauração e combate a incêndios, com financiamento e apoio técnico. O documento também é descrito como forma de alinhar as metas climáticas brasileiras. O roadmap para a transição longe dos combustíveis fósseis segue pendente e deve ser apresentado em Antália, no dia 10.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, Diário do Centro do Mundo
Centro: Metrópoles, Poder360
Centro-direita: Exame
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que o governo Lula aprovou o Mapa do Caminho para interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030.
Enumera as quatro frentes do plano, incluindo a continuidade do combate ao desmatamento ilegal e aos 'incêndios criminosos'.
Apresenta a 'diplomacia verde' como eixo estratégico da soberania e do desenvolvimento econômico nacional, e cita a retomada do PPCDAm e do PPCerrado no início de 2023 como base empírica do plano.
Direita
Afirma que o Brasil entregou a parte 'mais fácil' da lição de casa e que o roteiro de desmatamento era a entrega mais previsível.
Aponta que ficou faltando o mapa dos fósseis doméstico, previsto para ser apresentado na terça-feira, 10.
Detalha o gargalo de financiamento: cerca de US$ 84,5 bilhões para florestas em 2023 frente a necessidade de mais de US$ 300 bilhões por ano até 2030, e o TFFF com US$ 7,3 bilhões prometidos e nenhum pagamento desembolsado.
O ponto cego
Só a esquerda contou: O texto fala em 'incêndios criminosos' ao tratar do combate ao desmatamento ilegal.
Só a esquerda contou: O texto trata a diplomacia verde como eixo estratégico da soberania e do desenvolvimento econômico nacional.
Só a direita contou: O texto registra que o mapa dos fósseis doméstico ainda não foi apresentado e está previsto para terça-feira, 10.
Só a direita contou: O texto informa quedas por bioma entre agosto de 2024 e julho de 2025: 65,4% no Pantanal, 41,7% no Pampa, 34,3% na Caatinga e 15,3% na Mata Atlântica.
Só a direita contou: O texto cita redução de cerca de 560 milhões de toneladas de carbono equivalente em emissões líquidas entre 2022 e 2024.
Só a direita contou: O texto menciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) e a meta de US$ 10 bilhões até o fim de 2026.