PDT aprova federação com Solidariedade, PRD e Avante e apoio ao PSB
A Executiva Nacional do PDT aprovou, em reunião híbrida nesta sexta-feira (6), o ingresso do partido em uma federação com Solidariedade, PRD e Avante. A cúpula também se posicionou a favor da inclusão do PSB, que ainda depende de aval do Diretório Nacional do partido e do TSE. A união busca evitar a perda de recursos do Fundo Partidário e do acesso à propaganda gratuita no rádio e na televisão.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, CartaCapital
Centro: Congresso em Foco, G1, Metrópoles, Poder360
Centro-direita: Veja
Direita: Gazeta do Povo, O Antagonista
O que cada lado destacou
Esquerda
CartaCapital destacou que o PDT aprovou o ingresso na federação depois de não atingir a cláusula de barreira, e que a Executiva também se posicionou a favor da inclusão do PSB.
Deu ênfase à fala de Carlos Lupi sobre 'defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro' e o 'legado trabalhista'.
Detalhou a soma de 18 deputados federais por sigla (seis do PDT, cinco do Avante, cinco do PRD e dois do Solidariedade) e explicou o modelo de federações instituído em 2022 em contraste com as coligações.
Direita
A Gazeta do Povo enfatizou o contexto de risco à federação e que apenas o PSB atingiu a cláusula de barreira, e que a oficialização do ingresso do Avante depende de decisão de uma ministra do TSE.
A Gazeta trouxe projeções de crescimento da federação (de 7 para 33 deputados, alta de 371%; de 141 para 736 prefeitos, alta de 425,5%) e comparou os números com o PP e com a União Progressista.
A Veja destacou o desempenho eleitoral do PDT (seis deputados federais e um senador na eleição deste ano, contra 17 deputados e nenhum senador quatro anos antes).
O ponto cego
Só a direita contou: A Gazeta do Povo informou que a Procuradoria-Geral Eleitoral concordou com o pedido de soma dos votos do bloco com o Avante no TSE.
Só a direita contou: A Gazeta do Povo registrou que o então presidente Jair Bolsonaro vetou a criação das federações e que o Congresso Nacional derrubou o veto.
Só a esquerda contou: CartaCapital informou que os partidos devem encaminhar ao TSE pedido de ampliação da Renovação Solidária, com atualização de nome e estatuto da federação.