MP define Imposto Seletivo com cobrança a partir de fevereiro de 2027
O governo federal publicou a Medida Provisória 1.399/2026, que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, apelidado de "imposto do pecado", com cobrança prevista a partir de 2 de fevereiro de 2027 sobre bebidas, cigarros, veículos e apostas. As alíquotas vão até 66,7% para produtos de tabaco e 24% para destilados. O primeiro ano terá alíquotas de transição, e as regras definitivas devem entrar em vigor em 2028.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, Brasil de Fato, Diário do Centro do Mundo, ICL Notícias
Centro-esquerda: Agência Pública
Centro: Agência Brasil, Congresso em Foco, G1, Metrópoles, Poder360
Centro-direita: Exame, InfoMoney, Money Times, O Globo, Veja
Direita: ContraFatos, Revista Oeste
O que cada lado destacou
Esquerda
O Diário do Centro do Mundo atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a publicação da MP 1.399, que define as alíquotas do Imposto Seletivo.
O Diário do Centro do Mundo destaca reduções para pequenos produtores de bebidas alcoólicas: 40% até 50 mil litros, 20% acima de 50 mil e até 125 mil litros e 10% acima de 125 mil e até 250 mil litros.
Brasil de Fato, ICL e Brasil 247 listam as alíquotas por categoria, como 2,6% para bebidas açucaradas, 4,2% para cervejas de malte, 66,7% mais R$ 3,50 por vintena para cigarros e 0,5% para concursos de prognósticos.
Direita
O Globo chama o tributo de 'sobretaxa' e afirma que ele foi criado para encarecer produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Exame e Veja destacam que o governo deverá enviar ao Congresso, até 31 de maio de 2027, um projeto com as alíquotas definitivas previstas para 2028.
Money Times informa que as alíquotas corresponderão às atuais do IPI após a aplicação de fatores específicos de conversão.
O ponto cego
Só a esquerda contou: O Diário do Centro do Mundo atribui a publicação da medida ao presidente Lula, enquanto os textos de direita atribuem a publicação ao 'governo federal'.
Só a direita contou: O Globo informa que o governo vai apresentar uma PEC para prorrogar a incidência do IPI sobre bens prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente até que haja pleno efeito do Imposto Seletivo, a fim de evitar perda de arrecadação.
Só a direita contou: Money Times informa, segundo a Casa Civil, que os fatores de conversão servem para compensar as perdas de arrecadação com as mudanças nas bases de cálculo próprias do Imposto Seletivo.