Governo mantém início da reforma tributária em janeiro de 2027, diz Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não vai adiar o início da cobrança do imposto federal sobre o consumo (CBS), previsto para 1º de janeiro de 2027. Segundo ele, prazos e multas poderão ser flexibilizados para facilitar a adaptação das empresas às novas regras. O governo também prepara medidas para reduzir temores de empresários e o risco de pressões inflacionárias na transição.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247
Centro: Folha de S.Paulo, G1, Poder360
Centro-direita: Exame, InfoMoney, O Globo
Direita: Revista Oeste
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que o governo mantém a previsão de início da reforma tributária em janeiro de 2027, apesar das incertezas do debate eleitoral e das preocupações do setor produtivo.
Enfatiza a admissão, por Durigan, da possibilidade de flexibilizar prazos e multas, com programa de conformidade que dispensa penalidade a contribuintes de boa-fé.
Registra a fala do ministro de que 'muita gente atrapalhou a reforma tributária' com desinformação durante a eleição, e que a Fazenda busca reduzir a insegurança do setor produtivo com anúncios organizados em coletiva.
Direita
Dá espaço aos pedidos de adiamento: Revista Oeste cita críticas de lideranças políticas e do setor produtivo que pedem 2028, e O Globo registra a carta da CNI e o manifesto da OAB pelo adiamento.
Detalha o Imposto Seletivo, a MP 1.399/2026 e o fim do IPI, além do calendário de cobrança do novo tributo (Revista Oeste e Exame).
O Globo afirma que o governo prepara medidas para reduzir o temor dos empresários e mitigar o risco de pressões inflacionárias na transição, incluindo a leitura de que empresários podem reajustar preços preventivamente.
O ponto cego
Só a direita contou: O Globo informa que o TCU fixou a alíquota da CBS em 11,3%, nível que 'assustou' empresas e chegou aos senadores.
Só a direita contou: O Globo registra avaliação no Executivo de que parte das queixas dos empresários decorre de quem apostava na vitória de Flávio Bolsonaro e adiou seus processos de adaptação.
Só a direita contou: Revista Oeste situa a reforma como aprovada em 2023, 'ainda no primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)'.