Copom mantém Selic em 13,75% e Brasil segue com maior juro real
O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes de 0,25 ponto. Com a decisão, o Brasil permaneceu no topo do ranking mundial de juros reais, à frente de Turquia, Argentina e Rússia, segundo levantamentos citados. As taxas reais apontadas nas coberturas variam entre 9,05% e 9,49%.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, CartaCapital, Esquerda Online
Centro: Agência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Metrópoles, Poder360
Centro-direita: Exame, InfoMoney, O Globo, Veja
Direita: Direita Online
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que o Brasil lidera o ranking mundial de juros reais, com taxa de 9,49% ao ano, à frente de Turquia, Argentina e Rússia.
CartaCapital descreve a semana anterior à decisão como marcada pelo 'terrorismo' econômico do 'mercado financeiro', com queda de 17,5% do Ibovespa na primeira semana após o resultado eleitoral.
Aponta pressão cambial, desvalorização do real diante do dólar e incertezas fiscais como contexto da manutenção da Selic.
Direita
Veja enfatiza que a manutenção da Selic prolonga o período de crédito caro e aumenta as preocupações com o crescimento econômico.
Veja e O Globo destacam a piora das expectativas de inflação, com projeções acima do teto da meta.
O Globo associa a liderança do ranking ao patamar da dívida pública, que chegou a 82,9% do PIB, e cita alerta sobre inadimplência recorde e necessidade de ajuste fiscal.
O ponto cego
Só a esquerda contou: CartaCapital registra que agentes do mercado intensificaram a cobrança por um 'ajuste fiscal'.
Só a direita contou: Veja cita a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que considera que o Banco Central poderia continuar reduzindo a Selic sem comprometer o controle dos preços.
Só a direita contou: Veja traz projeções do Boletim Focus de 5,22% para a inflação de 2026 e 4,76% para 2027, ambas acima do teto de 4,5%.
Só a direita contou: O Globo cita Sérgio Werlang falando em 'distorção louca' e afirmando que a inadimplência de pessoas físicas é recorde.