Indígenas e quilombolas tomam posse como diplomatas pela primeira vez
Os indígenas Marcelo Kariri Menezes, do povo Kariri, e Idjahure Terena, do povo Terena, e a quilombola Helen Borgens tomaram posse nesta quarta-feira (4) no Palácio do Itamaraty, em Brasília, como diplomatas. É a primeira vez na história do Brasil que representantes de povos originários e quilombolas ingressam na carreira diplomática. A turma de 2026 reúne 27 alunos de grupos sub-representados na diplomacia brasileira.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, Brasil de Fato, ICL Notícias, Revista Fórum
Centro: Agência Brasil, Poder360
Centro-direita: O Globo
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que dois indígenas ingressam pela primeira vez no Curso de Formação de Diplomatas do Instituto Rio Branco.
Enfatiza as ações afirmativas: aponta que 27 dos 60 aprovados são de grupos historicamente sub-representados e cita a Lei nº 15.142, de 2025.
Traz a trajetória de Marcelo Kariri Menezes pela educação, incluindo o relato de que cresceu em ambiente no qual indígenas eram desencorajados a estudar.
Direita
Coloca a quilombola Helen Borgens no título e no centro da matéria, junto aos dois indígenas empossados.
Detalha a formação acadêmica dos empossados, como o doutorado em Antropologia Social de Idjahure Terena na USP e o mestrado no Museu Nacional da UFRJ.
Registra que a turma se destacou pela "diversidade regional e de gênero" e reproduz a fala de Idjahure sobre "história pretérita de exclusão e tutela".
O ponto cego
Só a esquerda contou: Cita a Lei nº 15.142, de 3 de junho de 2025, que marcou a primeira reserva de vagas para indígenas e quilombolas na carreira diplomática.
Só a direita contou: Identifica Helen Borgens como quilombola do Retiro, formada em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Só a direita contou: Informa que Idjahure Terena é filho do primeiro ator indígena do cinema brasileiro, Macsuara Kadiwéu.