Copernicus: outubro mais quente da história e 2026 deve ser o 2º

O serviço climático europeu Copernicus informou que outubro de 2026 foi o outubro mais quente já registrado, com temperatura média global 1,75°C acima dos níveis pré-industriais. Segundo o observatório, 2026 caminha para ser o segundo ano mais quente da história e o segundo com média de aquecimento superior a 1,5°C. Um super El Niño em avanço deve atingir o pico em dezembro e pode elevar a temperatura global a um novo recorde em 2027.

Quem cobriu

Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:

  • Esquerda: Brasil 247, CartaCapital, ICL Notícias, Revista Fórum
  • Centro: DW Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Poder360
  • Centro-direita: Veja

O que cada lado destacou

Esquerda

  • Brasil 247 trata os dados do Copernicus como 'trajetória alarmante' e 'crise planetária', citando a probabilidade de 20% de 2026 igualar ou superar o recorde de 2024.
  • CartaCapital afirma que o aquecimento global de origem humana é a causa principal e cita o 'efeito combinado' do El Niño com o aquecimento de origem humana.
  • Fórum e CartaCapital destacam que 2026 ser o segundo ano acima de 1,5°C não significa que o objetivo central do Acordo de Paris tenha sido definitivamente descumprido.

Direita

  • Veja enfatiza que o El Niño está se intensificando 'em uma velocidade sem precedentes', com pico previsto para dezembro e temperaturas do Pacífico até 4°C acima da média.
  • Veja destaca a possibilidade de 2027 se tornar o ano mais quente já registrado, com base em análise do Carbon Brief com mais de 600 simulações de 14 modelos climáticos.
  • Veja cita o climatologista Zeke Hausfather, que classificou a evolução como 'simplesmente espantosa' e afirmou que o fenômeno pode ser o El Niño mais forte dos últimos mil anos.

O ponto cego

  • Só a direita contou: Veja informa que a anomalia diária no índice Niño 3.4 atingiu 3,11°C em 18 de setembro, superando o recorde da era dos satélites, e que setembro teve anomalia média mensal de 2,84°C.
  • Só a direita contou: Veja menciona impactos atribuídos ao fenômeno, como incêndios florestais na Indonésia e a formação de tufões de grande intensidade no oeste do Pacífico.