Balança comercial tem superávit de US$ 9,3 bilhões em outubro, recorde para o mês
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,318 bilhões em outubro, alta de 39,4% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de US$ 6,7 bilhões. Foi o maior superávit para outubro desde o início da série histórica, em 1989. As exportações somaram US$ 37,8 bilhões e as importações, US$ 28,5 bilhões; o saldo acumulado no ano chega a US$ 71 bilhões.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, Diário do Centro do Mundo
Centro: Agência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Metrópoles, Poder360
Centro-direita: Exame, InfoMoney, Money Times, O Globo, Veja
Direita: Revista Oeste
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que o petróleo respondeu por aproximadamente 75% do aumento das exportações brasileiras em outubro (Brasil 247).
Registra que o crescimento das vendas externas de petróleo ocorreu mesmo com a cobrança de imposto de 12% sobre as exportações do produto (Brasil 247).
Aponta que a valorização do petróleo ocorreu em meio às tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio (Brasil 247).
Direita
Assinala que o superávit de outubro foi recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1989 (O Globo).
Informa que o resultado ficou um pouco melhor do que o esperado pelo mercado, que previa saldo de US$ 9,05 bilhões em pesquisa da Reuters (InfoMoney, Money Times).
Destaca a mudança de participação por região: EUA de 7,3% para 11,4% e China de 28,8% para 22,7% nas exportações (InfoMoney, Money Times).
O ponto cego
Só a esquerda contou: O imposto de 12% sobre exportações de petróleo foi instituído pelo governo Lula em março de 2026 e prorrogado até 31 de dezembro (Brasil 247).
Só a esquerda contou: Os preços médios do petróleo exportado subiram 36,7% e as quantidades embarcadas cresceram 62,9% (Brasil 247).
Só a direita contou: O MDIC mantém a projeção de superávit de US$ 84,4 bilhões para 2026, revisada em outubro ante os US$ 90 bilhões anteriores (O Globo).