Endividamento das famílias cai a 81,6% em outubro; inadimplência recua

Segundo pesquisa da CNC, 81,6% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer em outubro, ante 81,7% em setembro, no segundo recuo mensal consecutivo. A inadimplência caiu para 29,3%, menor nível do ano. A parcela de famílias que se consideram muito endividadas passou de 17,3% para 16,8%.

Quem cobriu

Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:

  • Esquerda: Diário do Centro do Mundo
  • Centro: G1, Metrópoles, Poder360
  • Centro-direita: Exame, Gazeta Brasil

O que cada lado destacou

Esquerda

  • Destaca que os juros médios do crédito rotativo do cartão chegam a 440% ao ano, enquanto a Selic está em 13,75% ao ano.
  • Registra que a inadimplência subiu de 38,5% para 38,6% entre as famílias que recebem até três salários mínimos, única faixa em que o indicador avançou.
  • Traz a fala do educador financeiro de que os gastos essenciais ainda comprometem grande parte do orçamento das famílias de menor renda.

Direita

  • Afirma que, apesar do recuo pelo segundo mês consecutivo, o indicador permanece em nível elevado e supera os 79,5% registrados em outubro de 2025.
  • Projeta que as contratações temporárias e o pagamento do 13º salário devem ajudar as famílias a renegociar débitos e equilibrar os orçamentos.
  • Registra que 19,3% das famílias comprometeram mais da metade da renda mensal com o pagamento de dívidas.

O ponto cego

  • Só a esquerda contou: Informa que o Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano na quarta-feira (4), pela quarta reunião consecutiva.
  • Só a esquerda contou: Cita Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Financeira, sobre o comprometimento do orçamento das famílias de menor renda.
  • Só a esquerda contou: Traz foto de Lula anunciando programa contra o endividamento.
  • Só a direita contou: Atribui a expectativa de melhora no último bimestre às contratações temporárias e ao pagamento do 13º salário.