Dólar cai a R$ 5,45 e Ibovespa sobe 1,2% após vitória democrata

O dólar comercial fechou nesta quarta-feira (4) em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,4511. O Ibovespa subiu cerca de 1,23%, aos 167.563 pontos, interrompendo uma sequência de seis sessões de queda, enquanto o mercado aguardava a decisão do Copom. As movimentações ocorreram após a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Quem cobriu

Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:

  • Esquerda: Brasil 247, ICL Notícias
  • Centro: Agência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Metrópoles, Poder360
  • Centro-direita: Brazil Economy, Exame, Gazeta Brasil, InfoMoney, Money Times, Veja
  • Direita: Jovem Pan, Revista Oeste

O que cada lado destacou

Esquerda

  • Destacou que a queda do dólar veio após o Partido Democrata conquistar as duas casas do Congresso dos EUA, o que representou uma derrota política para Trump.
  • Enfatizou a expectativa majoritária de manutenção da Selic em 13,75%, citando pesquisa do BTG Pactual com 54 agentes (77,8%) e levantamento da Bloomberg com 31 economistas.
  • O ICL destacou o Caged com a criação de 121.305 empregos formais em setembro, abaixo das expectativas, como sinal de desaceleração gradual da economia.

Direita

  • Enfatizou a sexta queda consecutiva do Ibovespa e a alta do dólar, atribuindo o movimento a dúvidas sobre a política econômica do governo Lula.
  • Destacou a pressão de Petrobras e Vale sobre o índice, com variações específicas como PETR4 -3,79% e VALE3 -2,85%.
  • A Revista Oeste detalhou a vitória democrata com números de cadeiras e registrou a declaração de Trump ao New York Times de que estava disposto a aceitar os resultados.

O ponto cego

  • Só a esquerda contou: O Brasil 247 detalhou os cálculos da proposta de André Lara Resende: dívida bruta de R$ 10,9 trilhões (82,5% do PIB) e custo médio de 12,68% ao ano, equivalente a R$ 1,4 trilhão.
  • Só a esquerda contou: O Brasil 247 citou dados do Polymarket indicando 77% de probabilidade de vitória democrata nas duas Casas do Congresso.
  • Só a direita contou: A Revista Oeste trouxe a contagem de cadeiras: 54 das cem vagas do Senado e 228 na Câmara, acima das 218 necessárias.