Democratas conquistam Câmara e Senado dos EUA e impõem derrota a Trump

Nas eleições de meio de mandato realizadas em 3 de novembro, o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos. O partido virou ao menos sete cadeiras no Senado, com vitórias em estados tradicionalmente republicanos, e também conquistou o governo de vários estados. O resultado impôs uma derrota a Donald Trump e ao Partido Republicano.

Quem cobriu

Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:

  • Esquerda: Brasil 247, Brasil de Fato, Diário do Centro do Mundo, Esquerda Diário, ICL Notícias, Mídia Ninja, Revista Fórum
  • Centro-esquerda: Nexo Jornal
  • Centro: BBC Brasil, Congresso em Foco, DW Brasil, Euronews Brasil, G1, Metrópoles, Poder360
  • Centro-direita: Money Times
  • Direita: Diário do Poder

O que cada lado destacou

Esquerda

  • Enquadram o resultado como derrota histórica de Trump, com termos como "sai humilhado das urnas" e "derrota retumbante".
  • O ICL afirma que, com o controle do Congresso, os democratas poderão frear os planos de Trump e até abrir processo de impeachment.
  • O Brasil 247 destaca nota do PT saudando a vitória democrata e esperando que a nova correlação de forças seja um contrapeso às políticas de Trump na América Latina e no Caribe.

Direita

  • O Diário do Poder insere o resultado no padrão histórico das midterms: desde 1946, o partido do presidente perdeu cadeiras na Câmara em 19 de 21 eleições, com média de perdas em torno de 26 assentos.
  • Destacam que Trump afirmou que aceitaria os resultados e que estaria disposto a trabalhar com os democratas, ao mesmo tempo em que prometeu usar o poder de veto.
  • O Money Times aponta vulnerabilidades dos candidatos apoiados por Trump, como o impeachment de Paxton em 2023 e as acusações de fraude no mercado de valores mobiliários, e a inexperiência admitida por Darline Graham.

O ponto cego

  • Só a esquerda contou: O ICL menciona os US$ 500 milhões colocados por Elon Musk para apoiar aliados de Trump.
  • Só a esquerda contou: A Revista Fórum cita marcos de representatividade: Abdul El-Sayed como primeiro senador muçulmano e Chris Pappas como primeiro homem abertamente gay eleito para o Senado.
  • Só a direita contou: O Diário do Poder cita a "maldição do meio de mandato" e as duas exceções à regra: 1998, sob Bill Clinton (+4 cadeiras), e 2002, sob George W. Bush (+8).
  • Só a direita contou: O Money Times afirma que o novo equilíbrio de poder pode acelerar a condição de presidente em fim de mandato de Trump, com atenção voltada para a corrida presidencial de 2028.