Lara Resende nega conversa com Lula e diz que notícia foi plantada
O economista André Lara Resende afirmou que não falou com o presidente Lula nem tem reunião marcada. Ele disse que a notícia foi plantada para queimar alguém que defendeu a proposta. Resende propôs a criação de um conselho que reduziria a taxa Selic no longo prazo.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum
Centro: BBC Brasil, Folha de S.Paulo, G1
Centro-direita: InfoMoney
Direita: O Antagonista
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que Lara Resende negou ter falado com Lula e disse que a notícia foi 'plantada' para queimar a proposta ou alguém que a defendeu.
Enfatiza a crítica do economista aos juros altos, que ele chamou de 'bolsa-rentista' e classificou como fator concentrador de renda e riqueza.
Registra que a repercussão cresceu após Gleisi Hoffmann (PT) compartilhar o artigo e que isso provocou reações do mercado financeiro e da oposição.
Direita
Abre com a negação de Lara Resende sobre um possível encontro com Lula e com a declaração de que a notícia foi 'plantada'.
Registra que, 'apesar da pressão', o Copom freou a queda da Selic, mantida em 13,75%, decisão que contrariou o governo Lula.
Afirma que 'outros petistas e aliados do governo Lula' começaram a repercutir o artigo dias antes da reunião do Copom.
O ponto cego
Só a esquerda contou: Relata que Lara Resende rejeitou a interpretação de que propõe tabelamento de juros e afirmou que a referência a 7,5% ao ano era apenas indicativa.
Só a esquerda contou: Menciona a crítica do economista John Cochrane, que classificou a formulação como sofisticada, mas disse não conhecer precedente histórico bem-sucedido.
Só a direita contou: Cita o título do artigo publicado no Substack como 'Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos'.
Só a direita contou: Afirma que a decisão do Copom contrariou o governo Lula, 'que busca uma maneira de reduzir os juros sem assumir um compromisso para reduzir os gastos e controlar a inflação'.