Flávio Bolsonaro admite não ter provas de fraude e quer disputar 2030

Em entrevista nos Estados Unidos, a primeira a um veículo brasileiro desde que deixou o país, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou não ter provas de fraude na eleição e disse que nem ele nem Lula podem afirmar com 100% de certeza quem foi eleito. Ele afirmou que o PL pretende pedir a cassação da chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder econômico e disse não contestar o resultado na Justiça. O senador também criticou o TSE e manifestou interesse em disputar a eleição de 2030.

Quem cobriu

Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:

  • Esquerda: Brasil 247, CartaCapital, Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum
  • Centro: Folha de S.Paulo, Poder360
  • Centro-direita: InfoMoney
  • Direita: Jovem Pan

O que cada lado destacou

Esquerda

  • Destacou a admissão de Flávio de que 'não tenho provas e nem terei' de fraude eleitoral.
  • Apontou contradição no discurso do senador, que questionou também o primeiro turno em que saiu à frente de Lula (47,03% a 45,16%).
  • Lembrou que o TSE é presidido por Kassio Nunes Marques, com André Mendonça na vice-presidência, ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro.

Direita

  • Enfatizou a frase de que nem ele nem Lula podem falar com '100% de certeza' quem foi eleito presidente do Brasil.
  • Deu espaço às críticas de Flávio ao STF, ao 'TSE dominado pelo governo' e à PF e ao MP 'aparelhados'.
  • Destacou a defesa do impeachment de Alexandre de Moraes e a menção a 'mais de cem pedidos' parados no Senado.

O ponto cego

  • Só a esquerda contou: A Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, e ambos negam irregularidades.
  • Só a esquerda contou: A prorrogação do horário de votação também foi solicitada pelo próprio PL, segundo o texto.
  • Só a direita contou: Flávio disse que 'nem essa compra de voto que ele fez' explicaria o aumento dos votos de Lula no segundo turno.
  • Só a direita contou: Flávio afirmou que um dos requisitos descumpridos por Alexandre de Moraes foi o de julgar processos quando deveria se declarar impedido ou suspeito.