Flávio Bolsonaro diz a Tarcísio que será candidato se Bolsonaro seguir inelegível
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter comunicado ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que será candidato em uma próxima eleição. Ele declarou que pretende disputar a Presidência em 2030 caso o pai, Jair Bolsonaro, continue inelegível, e que não entrará na disputa se o pai estiver elegível. Segundo o senador, Tarcísio também poderá concorrer pelo campo da direita.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247
Centro-direita: O Globo
Direita: ContraFatos, Direita Online, Gazeta do Povo, Jovem Pan, O Antagonista
O que cada lado destacou
Esquerda
Enquadra Flávio Bolsonaro como quem tenta isolar Tarcísio e disputar a liderança da direita, dizendo que não considera o governador seu sucessor natural.
Destaca como ponto central que Flávio admitiu não ter provas de fraude eleitoral: 'Não tenho provas e nem terei'.
Contrapõe as falas ao posicionamento do presidente do TSE, que atestou a lisura do processo, e lembra que os partidos que apoiaram Flávio, incluindo o PL, reconheceram o resultado.
Direita
Foca na hipótese de Flávio disputar 2030 com Tarcísio caso Jair Bolsonaro continue inelegível, com a candidatura condicionada ao aval do PL.
Ressalta que Jair Bolsonaro segue como primeira opção de Flávio: 'Se ficar elegível, é o meu candidato'.
Traz as críticas de Flávio ao Judiciário, incluindo a fala sobre 'processo ditatorial comandado pelo Alexandre de Moraes' e as afirmações de que o TSE está 'dominado' e a PF e o MPF estão 'aparelhados'.
O ponto cego
Só a esquerda contou: O texto informa que o PL pretende buscar a cassação da chapa Lula-Alckmin por abuso de poder econômico, citando Bolsa Família, Pé-de-Meia Universitário e repasse de R$ 5 mil a MEIs.
Só a esquerda contou: O texto registra que a reportagem da Folha esclarece que a prorrogação do horário de votação foi determinada para todo o país e que o próprio PL também havia solicitado a medida.
Só a direita contou: O texto diz que Flávio classificou como um erro a decisão de Jair Bolsonaro de retornar ao Brasil em março de 2023, afirmando que não cometerá o mesmo erro.
Só a direita contou: O texto relata que Flávio se negou a dar detalhes sobre o envolvimento de outras pessoas no planejamento ou pagamento do voo aos EUA e sobre a carta em que se proclamava 'presidente eleito do Brasil'.
Só a direita contou: O texto menciona que Flávio disse não saber se haverá eleições em 2030 e citou uma suposta tentativa de 'implementar projeto comunista'.