Itaipu aciona MP do Paraguai para recuperar US$ 182 mi do Ueno
A Itaipu Binacional acionou o Ministério Público do Paraguai e apresentou denúncia criminal contra dirigentes do Ueno Bank para recuperar cerca de US$ 182 milhões depositados na instituição. O Banco Ueno está sob intervenção do Banco Central do Paraguai por deficiência de solvência. A Itaipu afirmou que a situação não afeta o desenvolvimento normal de suas atividades.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, Diário do Centro do Mundo
Centro: Folha de S.Paulo, Poder360
Centro-direita: InfoMoney, O Globo, Veja
Direita: Jovem Pan, Revista Oeste
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que o fundo de pensão dos trabalhadores paraguaios de Itaipu mantinha cerca de R$ 86 milhões depositados no Ueno Bank, valor que representa 2,8% de seus ativos financeiros e não financeiros.
Detalha a escalada dos aportes ao Ueno ao longo de 2025 e aponta acréscimo de 143,8% frente ao encerramento de 2025 e de 282,6% em relação ao início do ano anterior.
Registra que a Itaipu Binacional afirmou não existir recursos da margem brasileira investidos no Ueno e que as aplicações seguem normas internas de segurança, liquidez e rentabilidade.
Direita
Enfatiza que a crise do Ueno Bank coloca sob risco recursos destinados à aposentadoria de funcionários da margem paraguaia de Itaipu.
Aponta que, se os valores dos dois documentos puderem ser comparados, a maior parte do aumento da carteira no Ueno ocorreu em 2026, quando já havia alertas públicos sobre problemas no banco.
Informa que o Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai cobre até 228,3 milhões de guaranis por pessoa em cada instituição e que o valor aplicado pela Cajubi equivale a cerca de 440 vezes esse limite.
O ponto cego
Só a esquerda contou: Menciona que o Cajubi convocou aposentados e pensionistas para uma reunião em Ciudad del Este na próxima terça-feira (10), às 18h, para discutir os desdobramentos da crise.
Só a direita contou: Afirma que as decisões de aplicação cabem ao Conselho da Cajubi, presidido por Robert Osvaldo Noguera Palacios, e que o fundo não informou quem autorizou cada investimento.
Só a direita contou: Registra que, no regime de contribuição definida adotado pelo fundo, eventuais prejuízos podem ser repassados aos participantes, reduzindo os recursos destinados à aposentadoria.