Banco Central do Paraguai liquida Ueno Bank; fundador Miguel Vázquez é investigado
Miguel Vázquez, 36 anos, é o fundador e acionista majoritário do Grupo Vázquez, proprietário do Ueno Bank, no Paraguai. O Banco Central paraguaio liquidou a instituição na última semana, e a trajetória do banqueiro foi interrompida por uma intervenção e uma prisão. O caso envolve investigação no Paraguai e detenções, incluindo a de Federico Vázquez, presidente do Grupo Vázquez, segundo as coberturas.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Diário do Centro do Mundo
Centro: BBC Brasil, Folha de S.Paulo
Centro-direita: Veja
Direita: Diário do Poder
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que o fechamento do Ueno aumentou a pressão sobre o presidente Santiago Peña, que renunciou diante da ameaça de impeachment.
Informa que o governo paraguaio depositou mais de US$ 800 milhões no banco, montante que incluía recursos da previdência social.
Registra que o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, deixou o cargo após determinar o fechamento do Ueno.
Direita
Enfatiza o estilo de vida do fundador: provas de Ironman, competições automobilísticas e coleção de carros esportivos de luxo.
Descreve a sede do Ueno em Assunção, apelidada de 'The Matrix', com paredes de vidro, obras de arte indígena e chefs particulares e mordomos na ala dos executivos.
Menciona o plano de criar o primeiro unicórnio do Paraguai e levar uma empresa do país à Bolsa de Nova York.
O ponto cego
Só a esquerda contou: A renúncia de Santiago Peña diante da ameaça de impeachment e a análise da relação dele com Vázquez pela Câmara dos Deputados.
Só a esquerda contou: Os depósitos estatais no Ueno cresceram de menos de US$ 100 milhões em janeiro de 2024 para cerca de 20% das reservas financeiras do Estado no sistema bancário.
Só a direita contou: O avô materno de Vázquez era proprietário de uma concessionária Mercedes-Benz.
Só a direita contou: A descrição da sede do banco, com tabuleiros de xadrez nas salas de reunião e chefs e mordomos atendendo os executivos.