Liquidação do Ueno Bank no Paraguai afeta brasileiros e comércio
O Banco Central liquidou o Ueno Bank, e brasileiros que vivem no Paraguai estão entre os clientes afetados, com dinheiro retido e recursos bloqueados. Com facilidade para abertura de contas, o banco atraía brasileiros que se mudaram ao país para estudar ou abrir negócios. Após a quebra, o comércio paraguaio registrou paralisação de quase 70%.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum
Centro: BBC Brasil, Folha de S.Paulo, G1
Centro-direita: O Globo
O que cada lado destacou
Esquerda
Afirma que a quebra do Ueno Bank paralisou cerca de 70% das vendas no comércio varejista e em redes de importação.
Diz que balanços auditados mostraram o índice de capitalização do banco abaixo da metade do mínimo exigido pela regulamentação nacional.
Relata aglomerações e protestos em frente a agências lacradas em Assunção, Ciudad del Este e no interior, incluindo a depredação de uma porta de vidro em Ñemby por um cliente desesperado.
Direita
Destaca o alerta da associação de importadores e varejistas do país sobre uma 'semiparalisação' do comércio.
Informa que as autoridades financeiras dizem que a situação é isolada e que depósitos de até 228 milhões de guaranis (US$ 37.400) estão garantidos, com 15 dias para o Banco Central devolver.
Relata que a Polícia Nacional entrou em alerta máximo e enviou agentes para unidades do banco em todo o país.
O ponto cego
Só a esquerda contou: Aponta que balanços auditados revelaram queda do índice de capitalização para menos da metade do mínimo exigido pela regulamentação nacional.
Só a esquerda contou: Relata a depredação da porta de vidro de uma agência em Ñemby por um cliente desesperado.
Só a direita contou: Informa que depósitos de até 228 milhões de guaranis (US$ 37.400) estão garantidos e que o Banco Central tem 15 dias para devolver.
Só a direita contou: Relata que a Polícia Nacional entrou em alerta máximo e enviou agentes para unidades do banco em todo o país.
Só a direita contou: Dá voz à estudante de enfermagem Deisy Asva, que diz que terá de pedir dinheiro emprestado à família e questiona como a devolução pode levar 15 dias.