Empresa ligada a advogado investigado pela PF repassou R$ 17,7 mi a Virginia Fonseca

Uma empresa atribuída ao advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de casas de apostas, transferiu R$ 17,7 milhões à Talismã Digital, firma da influenciadora Virginia Fonseca, entre março e setembro de 2024. Os repasses da AMP Pay constam de relatório enviado à CPI das Bets e levantaram suspeitas do Coaf e da PF. A assessoria da influenciadora afirma que os pagamentos foram feitos por campanhas publicitárias devidamente contratadas.

Quem cobriu

Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:

  • Esquerda: Brasil 247, Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum
  • Centro: Folha de S.Paulo
  • Centro-direita: InfoMoney

O que cada lado destacou

Esquerda

  • O Diário do Centro do Mundo destaca no título que a empresa é 'do sócio de Flávio Bolsonaro', ligando Willer Tomaz ao senador.
  • O Diário do Centro do Mundo registra que Virginia depôs à CPI das Bets e que a relatora Soraya Thronicke propôs indiciá-la por 'publicidade enganosa e estelionato', com o relatório final rejeitado.
  • O Brasil 247 detalha que a AMP Pay tem capital social de R$ 50 mil e sede em um pequeno espaço comercial em Itajaí (SC), e que a PF a classifica como suspeita de empresa de fachada.

Direita

  • O InfoMoney ressalva que os R$ 17,7 milhões superaram o limite do Simples Nacional, o que motivou a comunicação ao Coaf, mas que isso, isoladamente, não comprova irregularidade nas transferências.
  • O InfoMoney detalha que os repasses ocorreram em cinco transferências via Pix entre março e setembro de 2024.
  • O InfoMoney registra que a PF encontrou e-mail em que Tomaz se apresentava como sócio ou acionista da AMP Pay ao Magnum Bank.

O ponto cego

  • Só a direita contou: O InfoMoney afirma que os R$ 17,7 milhões superaram o teto do Simples Nacional e que isso, isoladamente, não comprova irregularidade.