Fachin homologa delação de João Carlos Mansur no caso Master

O presidente do STF, Edson Fachin, homologou nesta sexta-feira (6) a delação premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, investigado no caso Master. O acordo, fechado com a PGR em setembro, prevê R$ 40 milhões em multas e reúne 17 anexos. Mansur foi alvo de buscas em janeiro na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Quem cobriu

Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:

  • Esquerda: Brasil 247, CartaCapital, Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum
  • Centro: Agência Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Poder360
  • Centro-direita: Gazeta Brasil, Money Times, O Globo, Veja
  • Direita: Jovem Pan, O Antagonista, Revista Oeste

O que cada lado destacou

Esquerda

  • Destaca que a delação reúne 17 anexos e que Mansur se comprometeu a pagar R$ 40 milhões em multas
  • Enfatiza o uso de laranjas e de estruturas offshore para desviar recursos do Banco Master
  • A Revista Fórum ressalta que a PGR pediu análise imediata do acordo por risco de desvalorização dos ativos financeiros dos investigados

Direita

  • Enfatiza a ligação da Reag com a Operação Carbono Oculto e com esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao PCC
  • O Globo destaca que Vorcaro está preso desde março e também tenta firmar delação premiada
  • Money Times ressalta que fundos serviam para ocultar o beneficiário final e desviar recursos para contas de Vorcaro e familiares

O ponto cego

  • Só a esquerda contou: A Revista Fórum detalha o Jaguar Multimarket Fund Ltd, registrado nas Ilhas Cayman, para o qual o Banco Master teria transferido R$ 494 milhões, tendo Benjamim Botelho como beneficiário formal
  • Só a esquerda contou: A CartaCapital traz a trajetória de Mansur no futebol, incluindo passagens pelo Palmeiras e a negociação do Allianz Parque