Ministro do STJ decreta prisão de desembargadora condenada e de seu filho
O ministro Og Fernandes, do STJ, determinou a prisão da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia, e de seu filho, Vasco, condenados por corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada após a Procuradoria relatar a saída do país: a desembargadora deixou o Brasil em 21 de setembro com destino a Portugal, mesmo proibida pela Justiça de sair. Og Fernandes também determinou que os dois sejam incluídos na lista da Interpol.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil 247, Diário do Centro do Mundo
Centro: Folha de S.Paulo, Metrópoles
Direita: O Antagonista
O que cada lado destacou
Esquerda
Destaca que a desembargadora deixou o Brasil em 21 de setembro com destino a Lisboa e que a ordem de prisão alcança também o filho, Vasco Rusciolelli.
Enfatiza que a viagem foi precedida da indicação de endereço inverídico à Justiça e que o oficial de justiça não conseguiu localizá-los no novo domicílio em outubro.
Detalha o esquema da Operação Faroeste: propinas negociadas de R$ 4 milhões, dos quais R$ 2,4 milhões efetivamente recebidos, e relatório da PF apontando ao menos R$ 250 mil recebidos por Vasco para que Sandra proferisse decisão favorável a uma empresa.
Direita
Ressalta que a desembargadora deixou o país em 21 de setembro mesmo proibida pela Justiça de sair do Brasil.
Informa que o ministro determinou o acionamento da PF e da Interpol para incluir os condenados na lista de foragidos e autorizou o envio de pedido de extradição às autoridades portuguesas.
Registra as penas aplicadas: 14 anos e 20 dias para Sandra e 13 anos e 11 meses para o filho, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além da cassação da aposentadoria da magistrada.
O ponto cego
Só a esquerda contou: Registra que a reportagem procurou a Defensoria Pública da União, que atuou na defesa na sessão de julgamento, e não obteve retorno imediato.
Só a direita contou: Afirma que a desembargadora deixou o Brasil mesmo proibida pela Justiça de sair do país.
Só a direita contou: Cita que, entre 2017 e 2020, ela teria proferido quatro decisões em três processos mediante promessa de R$ 4 milhões em propina, dos quais R$ 3,3 milhões teriam sido pagos.
Só a direita contou: Informa que o esquema envolvia o filho da desembargadora e o advogado Júlio César Cavalcanti, que intermediava pagamentos e preparava minutas de decisões.