Herzog encarrega Eisenkot de formar governo em Israel
O presidente de Israel, Isaac Herzog, encarregou o ex-general Gadi Eisenkot, principal adversário de Benjamin Netanyahu, de formar o próximo governo. Partidos que representam 67 deputados indicaram Eisenkot, enquanto os de Netanyahu somam 46; ele terá até 42 dias para buscar maioria no Parlamento. A Lista Unida, principal partido árabe de Israel, anunciou apoio a Eisenkot, mas ele rejeita aliança com partidos árabes.
Quem cobriu
Veículos que cobriram esta história, por posição no espectro:
Esquerda: Brasil de Fato, Diário do Centro do Mundo
Centro: DW Brasil, G1, Poder360
Centro-direita: InfoMoney
O que cada lado destacou
Esquerda
O Diário do Centro do Mundo detalha o rito legal: Eisenkot terá 28 dias para negociar coalizão, com possibilidade de prorrogação de até 14 dias.
O Diário do Centro do Mundo descreve Eisenkot como "maior rival de Benjamin Netanyahu".
O Brasil de Fato destaca no título que Eisenkot recebeu apoio da maioria em Israel, mas rejeita governar com partidos árabes.
Direita
O InfoMoney afirma que a oposição "conseguiu amplo apoio parlamentar para substituir" Netanyahu, com 67 indicações contra 46.
O InfoMoney diz que Herzog "ainda está resistente" e que, segundo veículos israelenses, ele trabalha por um governo de unidade nacional que excluiria legendas árabes e ultraortodoxas.
O InfoMoney registra a abstenção do JUT, aliado de Netanyahu há três décadas, e afirma que a decisão enfraqueceu suas possibilidades de receber a missão de formar governo.
O ponto cego
Só a esquerda contou: O Diário do Centro do Mundo detalha as etapas previstas na Lei Básica caso a primeira tentativa de formar governo fracasse, incluindo prazos e possibilidade de dissolução do Knesset.
Só a direita contou: O InfoMoney registra que as legendas árabes elegeram 19 deputados, "um número recorde para a bancada".